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De volta ao começo

Escrito por Kika

Provavelmente essa é mais uma efervescente tendência mundial: voltar a cultivar os próprios alimentos de maneira mais natural, seja sozinho ou em comunidades organizadas, como já acontece em algumas fazendas e sítios, onde filhos e netos dos proprietários originais têm partido para uma nova fase, que envolve não só a produção, mas também algumas formas mais especializadas de cultivo e comercialização de produtos. E até quem não tem um pedacinho de terra onde seja possível fazer isso, acaba contribuindo de alguma forma quando compra itens produzidos na localidade ou adquire produtos orgânicos e/ou sustentáveis.A maioria desses produtores atuais exercia profissões liberais em grandes centros urbanos e não tinham nada a ver com agricultura e criação de animais, mas, num dado momento da vida, resolveram se aventurar no campo e nos negócios rurais. Já os outros produtores são aqueles que nunca abandonaram suas terras, porém, notando a demanda do mercado, decidiram investir numa produção mais especializada.

A expansão do mercado de orgânicos e valorização dos produtos artesanais de boa qualidade foram as grandes responsáveis por essa “volta às raízes”. A mudança de comportamento veio acontecendo nos últimos dez anos, quando as pessoas passaram a sentir uma maior necessidade de consumir alimentos mais saudáveis. E são esses consumidores mais conscientes que estão na outra ponta do ciclo e que permitem aos produtores conservarem suas tradições, trazendo benefícios e qualidade de vida tanto para quem consome quanto para quem produz.
Fabricar ou comprar alimentos produzidos naturalmente significa rejeitar a padronização que a indústria alimentar vem impondo no decorrer das décadas. E, nesse planeta onde tudo se uniformiza, quem começa a despertar interesses agora é exatamente a exceção. A globalização faz atiçar a curiosidade pelos sabores locais, que fogem da produção industrial em série, e a França é uma das precursoras dessa nova onda na gastronomia mundial por valorizar o apreço por ingredientes e métodos culinários naturais. Produtores de lá, e também daqui, que mudaram a forma de encarar o cultivo, estão causando uma verdadeira revolução na agricultura atual e nós faremos cada vez mais parte disso {ainda bem}!

{ilustração daqui}

Plantas nas alturas

Escrito por Kika

Os espaços nas grandes cidades estão cada vez mais limitados, portanto, prédios residenciais e comerciais precisam abrigar cada vez mais gente em ambientes hiper reduzidos, fazendo com que edifícios altíssimos sejam construídos com cada vez mais freqüência. Ok, isso não é nenhuma novidade, até já nos acostumamos com os inúmeros arranha-céus da nossa cidade. A boa nova é que essa onda da “perspectiva vertical” tem servido de inspiração para a criação de áreas verdes.

Já falei aqui sobre os telhados verdes e suas muitas vantagens, mas a grande a inovação do momento são construções inteiras destinadas à vegetação. Isso mesmo. Arquitetos, urbanistas, paisagistas e designers têm partido da mesma lógica da verticalização para repensar espaços naturais, com a intenção de integrá-los às metrópoles. E idéias assim possibilitam aos moradores um convívio maior com a natureza, seja por meio de jardins, hortas, ou até mesmo fazendas em plena urbe. Como é o caso do Spiral Garden System, um jardim público sustentável e autossuficiente criado por um grupo de arquitetas espanholas, que enxergou na verticalização uma solução para a inserção do verde em espaços urbanos cada vez mais lotados.O Jardim Espiral, ou Fazenda Vertical, como vem sendo chamado, é uma idéia de espaço onde as pessoas podem cultivar suas plantas (de preferência nativas e comestíveis) de forma comunitária, quase como uma “roça urbana”. Estufas de hortas e pomares coexistem ao longo de uma passarela que pode ser alocada em qualquer ponto da cidade, pois suas dimensões são adaptáveis. E não é só isso: ainda fazem uso inteligente de água e energia, fazendo com que as plantas sejam cultivadas de maneira orgânica e usando menos recursos do que fazendas e sítios instalados em regiões rurais. Uma ótima solução para estes tempos em que a população está aumentando mais do que a capacidade atual de produção de alimentos no planeta!

Presentes para os pais!

Escrito por Kika

Gente, antes de tudo, desculpa pela demora para atualizar o blog. É que acabaram surgindo alguns probleminhas com a mudança de servidor, mas, agora, ainda bem, já está tudo resolvido.

E pra comemorar a volta do site “ao ar”, vamos direto aquele assunto que todo mundo gosta: Presentes!

Por conta do tempo mais livre {já que eu não podia escrever aqui}, foi possível fotografar um monte de produtos para indicar como sugestão de presente para o Dia dos Pais {que já é, praticamente, daqui a uma semana, meudeus. Este ano está voando…}. Então, confere aí e vem correndo pra cá, que aqui na Jardinaria tem ainda mais coisas legais.

E para os papais, FELIZ DIA {no próximo domingo}!Kit de Jardinagem “Meu Jardim” – bandeja de madeira com saco de sementes, cachepot furado com prato em cerâmica vitrificada, terra, argila, identificador e pá

Floreira de parede em ferro com 3 cachepots / vasos com ClorofitosXícara vermelha Bubbles tamanho grande (tem em 2 tamanhos e outras combinações de cores, mas esta é a melhor para pais Rubro-negros. Hehe) / vaso com Bromélia VriesiaRegador de metal com textura alto relevo / vaso com Bromélia VriesiaCachepot para Bonsai / vaso com Bonsai de acerolaBandeja retangular tamanho médio / vaso com RipsalisCastiçal “Mini Garrafa” de vidro com base de metal / Velas LEDXícaras pretas Bubbles tamanhos pequeno e grande / vaso com Trevo de 4 folhasFormigas de ferroCachepot Frisado de listras pretas tamanho pequeno (há outras opções de cores e tamanhos) / vaso com EspadinhaCachepot redondo preto tamanho grande (há outras opções de tamanho e cores) / vaso com Coquetel de CactosCachepots em cimento para ervas (cada um tem o desenho e o nome de uma erva diferente) / vaso com Coentro e vaso com Manjericão (há vária outras ervas)Mini Armário de Parede em madeira com espelho e portinha / Porta Velas Copinho de Vidro (tem várias cores) + Vela LED / vasinho com Mini SuculentaCachepot Bonsai quadrado preto / vaso com RipsalisJanela com jardineira em madeira / vasos com Bromélias VriesiasMandacaru em Cachepot furado de cerâmicaCachepot Temperinho Quadrado com borda e pratinho / vaso com Trevo de 4 folhasCachepot Temperinho Redondo com borda e pratinho / vaso com SuculentaFonte Frisada de listras azul com pedriscosCasinhas de Passarinho Decoradas em cerâmica {já a falei delas aqui, quando apareceram na revista Casa Claudia}Xícara grande de cerâmica com Manjericãi, Alecrim e Pimenta Roxa

Bons Exemplos

Escrito por Kika

Há alguns dias li uma reportagem bem interessante sobre o prefeito que transformou Curitiba na capital verde do Brasil. Como muitos devem saber, o seu nome é Jaime Lerner e ele é arquiteto de formação, foi prefeito de Curitiba três vezes e outras duas vezes governador do Paraná (seu mandato foi até 2002), e atualmente trabalha como urbanista e consultor das Nações Unidas para assuntos de urbanismo. Na reportagem ele fala um pouco das suas idéias {bem óbvias, por sinal}, que ajudaram a mudar aquele canto do nosso país e que contribuíram para que a revista Time o elegesse como um dos pensadores mais influentes do planeta e também para que a ONU lhe entregasse o ‘Prêmio de Meio Ambiente’. E isso me fez pensar uma coisa: será que é mesmo tão difícil transformar uma sociedade?.

Jaime Lerner

Curitiba, hoje, é considerada a capital brasileira com melhor qualidade de vida, tem o menor índice de analfabetismo, a maior taxa de reciclagem de lixo, o maior índice de área verde por habitante (52 metros quadrados), entre outras coisas boas. E Lerner diz que o segredo foi pensar a cidade não como um político, mas como um arquiteto. O seu paradigma é o oposto do habitual: “A criatividade começa quando você corta um zero no orçamento, a sustentabilidade quando você corta dois zeros”. Esse homem tem que servir de exemplo, gente.

Vista aérea de terminal de integração de transporte urbano em Curitiba

Por coincidência, ou não, dois dias depois de ter lido essa matéria sobre Jaime Lerner, fiquei sabendo da Plataforma Cidades Sustentáveis, uma iniciativa que reúne na internet referências de práticas sustentáveis já aplicadas {e com bons resultados} em diversas cidades de todo o mundo. Desde práticas de habitação popular em uma cidade no interior da Colômbia a uma nova política de contenção de vazamento de água em Tóquio, os pesquisadores responsáveis procuraram em todos os lugares experiências bem sucedidas que podem ser facilmente aplicadas em qualquer lugar do Brasil.

Pois é, os políticos que ainda não criaram ações de desenvolvimento sustentável para seus planos de governo já têm uma fonte fácil onde buscar idéias. Bons exemplos estão aí para serem seguidos. E agora, estão esperando o quê? {Alôu, João da Costa… tem alguém aí?}

Reykjavik, Islândia

Por causa de sua localização geológica, a cidade usa fontes termais subterrâneas para gerar eletricidade e aquecimento em 95% dos edifícios.

Bogotá, Colômbia

Foi criada uma rede de ciclovias que cobre a maior parte da cidade, com restrição ao uso dos carros.

Havana, Cuba

Com o objetivo de combater a escassez de alimentos da capital cubana, os moradores começaram o plantio de alimentos em varandas, quintais e lotes vazios da cidade.

Saiba mais sobre a Plataforma Cidades Sustentáveis e veja outros exemplos aqui.
Saiba mais sobre Jaime Lerner e as transformações de Curitiba aqui.